quarta-feira, 29 de dezembro de 2004
terça-feira, 28 de dezembro de 2004
Balanço da catástrofe
RTP: mais de 55 mil mortos
CNN: mais de 33 mil mortos
BBC: mais de 38 mil mortos
Sky News: mais de 55 mil mortos
TSF: Mais de 25 mil mortos
TVI: Cerca de 59 mil mortos
Portugal Diário: mais de 55 mil mortos
Público: pelo menos 55 mil mortos
Agência Lusa: mais de 55 mil mortos
E nós preocupados com a passagem de ano.
RTP: mais de 55 mil mortos
CNN: mais de 33 mil mortos
BBC: mais de 38 mil mortos
Sky News: mais de 55 mil mortos
TSF: Mais de 25 mil mortos
TVI: Cerca de 59 mil mortos
Portugal Diário: mais de 55 mil mortos
Público: pelo menos 55 mil mortos
Agência Lusa: mais de 55 mil mortos
E nós preocupados com a passagem de ano.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2004
Listas
Agora que o Natal passou e caminhamos para o fim do ano começam a aparecer as listas. Listas de tudo. Dos mais ricos, dos mais famosos, dos mais bem vestidos, etc..
Numa voltinha pela Forbes descobri uma lista curiosa: a lista dos países que não contribuiram com nenhum milionário ou bilionário este ano.
Os países são: Paquistão, Bangladesh, Nigéria, Vietname, Egipto, Irão, Etiópia, Congo, Ucrânia, Burma, Polónia e Sudão.
Não sei porque é que a Forbes se espanta!
Agora que o Natal passou e caminhamos para o fim do ano começam a aparecer as listas. Listas de tudo. Dos mais ricos, dos mais famosos, dos mais bem vestidos, etc..
Numa voltinha pela Forbes descobri uma lista curiosa: a lista dos países que não contribuiram com nenhum milionário ou bilionário este ano.
Os países são: Paquistão, Bangladesh, Nigéria, Vietname, Egipto, Irão, Etiópia, Congo, Ucrânia, Burma, Polónia e Sudão.
Não sei porque é que a Forbes se espanta!
sexta-feira, 24 de dezembro de 2004
quinta-feira, 23 de dezembro de 2004
Eu estou quase lá!
É uma notícia que saiu hoje no Público. Tem toda a credibilidade. É um estudo ciêntifico. Nem tentem contradizer!
Consumo Moderado de Álcool Aumenta Esperança de Vida
O consumo moderado de álcool pode prolongar a esperança de vida e proteger contra doenças cardiovasculares, tromboses, diabetes, osteoporose e doença de Alzheimer. Esta é a principal conclusão de um estudo dinamarquês que incidiu em 57 mil pessoas, entre os 55 e os 65 anos de idade.
O estudo concluiu que os consumidores regulares e moderados de bebidas alcoólicas vivem mais anos do que aqueles que bebem em excesso. Os investigadores consideram que o álcool ajuda a controlar os níveis de colesterol e diminui o risco de formação de coágulos, a maior causa de doenças cardiovasculares.
Mas estes benefícios desaparecem no caso de pessoas que ingerem regularmente quantidades muito grandes de álcool ou até em consumidores ocasionais mas excessivos, de acordo com o estudo.
Logo à noite, vamos tentar ser moderados, está bem? Eu até vou levar um docinho!
É uma notícia que saiu hoje no Público. Tem toda a credibilidade. É um estudo ciêntifico. Nem tentem contradizer!
Consumo Moderado de Álcool Aumenta Esperança de Vida
O consumo moderado de álcool pode prolongar a esperança de vida e proteger contra doenças cardiovasculares, tromboses, diabetes, osteoporose e doença de Alzheimer. Esta é a principal conclusão de um estudo dinamarquês que incidiu em 57 mil pessoas, entre os 55 e os 65 anos de idade.
O estudo concluiu que os consumidores regulares e moderados de bebidas alcoólicas vivem mais anos do que aqueles que bebem em excesso. Os investigadores consideram que o álcool ajuda a controlar os níveis de colesterol e diminui o risco de formação de coágulos, a maior causa de doenças cardiovasculares.
Mas estes benefícios desaparecem no caso de pessoas que ingerem regularmente quantidades muito grandes de álcool ou até em consumidores ocasionais mas excessivos, de acordo com o estudo.
Logo à noite, vamos tentar ser moderados, está bem? Eu até vou levar um docinho!
quarta-feira, 22 de dezembro de 2004
Pai Natal?!
A esta hora já ele vem a caminho. Vem de longe, duma terra fria. Quando cá chegar toca a despir casacos, tirar luvas e cachecol porque, apesar de estar um frio de rachar em Lisboa, lá de onde ele vem é um bocado pior. Muito frio... Muita neve.... Muito vento...
Ao vê-lo chegar, começam os olhinhos a brilhar de felicidade.
Vem carregado de sacos. As prendas são variadas e escolhidas a dedo para cada um de nós.
Deve vir cheio de fome, aposto!
Não é O Pai Natal. É o MEU Pai Natal!
A esta hora já ele vem a caminho. Vem de longe, duma terra fria. Quando cá chegar toca a despir casacos, tirar luvas e cachecol porque, apesar de estar um frio de rachar em Lisboa, lá de onde ele vem é um bocado pior. Muito frio... Muita neve.... Muito vento...
Ao vê-lo chegar, começam os olhinhos a brilhar de felicidade.
Vem carregado de sacos. As prendas são variadas e escolhidas a dedo para cada um de nós.
Deve vir cheio de fome, aposto!
Não é O Pai Natal. É o MEU Pai Natal!
terça-feira, 21 de dezembro de 2004
Até parece que já o ouço!
C'est Noel!
Eu realmente adoro o Natal! De todas as formas! Com a breca!
ADENDA:
(Agora que já viram a jabardice que emana desta cabeça, podem fazer o favor de escrever alguma coisa, para não ser este o post de Natal do Tralhas?)
Eu realmente adoro o Natal! De todas as formas! Com a breca!
ADENDA:
(Agora que já viram a jabardice que emana desta cabeça, podem fazer o favor de escrever alguma coisa, para não ser este o post de Natal do Tralhas?)
domingo, 19 de dezembro de 2004
Então diz que o surf é isto
Já não é só o remar que nem um louco. Não é o cair sempre cada vez que te tentas pôr em pé na prancha. Quer dizer que isto do surf é levantar o bandulho da tábua, um pé à frente, o outro atrás e ir assim como se não houvesse amanhã.
Acho que o surf não anda muito longe do que aconteceu este fim-de-semana ali para os lados do Marcelino, na Costa DE Caparica. É verdade que a pura onda estava lá fora, mas isso não interessa nada. O Hugo, que também teve algumas dificuldades, disse-me: «O mar é esquisito pá. A semana passada era um Kelly Slater. Esta semana, parece que se virou para mim e diz-me: "Acalma-te lá que ainda há muita coisa que tens para perceber, por isso hoje ficas aí no outside"».
Senti o mesmo. Mas não da mesma forma. Percebi que o mar é um gajo mesmo lixado. Na melhor surfada que mandei até hoje, levei um tareão do catano. Nunca me tinha visto "aflitinho" dentro de água, a tentar vir à superfície. Nunca tinha levado tantos socos no estômago como este sábado. Nunca tinha engolido um pirolito com a minha prancha. Nunca tinha chegado a casa tão moído depois de sair de dentro de água. Mas, cum camandro, nunca me tinha dado tanto prazer ir para a praia. «Xecalhar» o surf é isto. «Xecalhar».
Já não é só o remar que nem um louco. Não é o cair sempre cada vez que te tentas pôr em pé na prancha. Quer dizer que isto do surf é levantar o bandulho da tábua, um pé à frente, o outro atrás e ir assim como se não houvesse amanhã.
Acho que o surf não anda muito longe do que aconteceu este fim-de-semana ali para os lados do Marcelino, na Costa DE Caparica. É verdade que a pura onda estava lá fora, mas isso não interessa nada. O Hugo, que também teve algumas dificuldades, disse-me: «O mar é esquisito pá. A semana passada era um Kelly Slater. Esta semana, parece que se virou para mim e diz-me: "Acalma-te lá que ainda há muita coisa que tens para perceber, por isso hoje ficas aí no outside"».
Senti o mesmo. Mas não da mesma forma. Percebi que o mar é um gajo mesmo lixado. Na melhor surfada que mandei até hoje, levei um tareão do catano. Nunca me tinha visto "aflitinho" dentro de água, a tentar vir à superfície. Nunca tinha levado tantos socos no estômago como este sábado. Nunca tinha engolido um pirolito com a minha prancha. Nunca tinha chegado a casa tão moído depois de sair de dentro de água. Mas, cum camandro, nunca me tinha dado tanto prazer ir para a praia. «Xecalhar» o surf é isto. «Xecalhar».
sexta-feira, 17 de dezembro de 2004
A Alegria leva-me a cheirar as próprias meias
Estou aqui que nem me aguento! É para mim um previlégio escrever coisas bonitas sobre o meu dia-a-dia com gente cheia de prestígio como a Clara Pinto Correia dos blogs nacionais que é o Hugo. Ehehe.
Agora a sério, obrigado pelo convite. Vou com certeza escrever muita e boa porcaria. Por exemplo: o dilema que hoje em dia me afecta que são os pêlos no topo das minhas costas, que quase se junta à penugem que resta do cabelo. Um dia destes.
No fundo, é mais um para contribuir na escrita sobre tanta e boa rambóia que a malta anda a viver. Até daqui a pouco!
Beijos e Queijos
Estou aqui que nem me aguento! É para mim um previlégio escrever coisas bonitas sobre o meu dia-a-dia com gente cheia de prestígio como a Clara Pinto Correia dos blogs nacionais que é o Hugo. Ehehe.
Agora a sério, obrigado pelo convite. Vou com certeza escrever muita e boa porcaria. Por exemplo: o dilema que hoje em dia me afecta que são os pêlos no topo das minhas costas, que quase se junta à penugem que resta do cabelo. Um dia destes.
No fundo, é mais um para contribuir na escrita sobre tanta e boa rambóia que a malta anda a viver. Até daqui a pouco!
Beijos e Queijos
quarta-feira, 15 de dezembro de 2004
terça-feira, 14 de dezembro de 2004
segunda-feira, 13 de dezembro de 2004
sexta-feira, 10 de dezembro de 2004
Pedantismo
Se há gente que me enerva são os pedantes. Aqueles que se acham melhor do que na verdade são. Pretenciosos, afectados.
Hoje é sexta-feira. No sábado passado, na qualidade de Relações Públicas da empresa onde trabalho, tive que ir receber um dos nossos distribuidores estrangeiros a um hotel de 5 estrelas da capital. Fui apresentada pelo presidente de empresa com um Dra. antes do meu nome, uma coisa que detesto (não sou advogada e muito menos médica!).
Pois hoje, o "ilustre" distribuidor veio a uma reunião aqui na empresa. A recebê-lo, esteve a secretária do presidente, visto que o "chefão" não estava presente na altura.
No seu tailleur de saia/casaco e de écharpe ao pescoço (indumentária pouco habitual, diga-se), perguntou-lhe como estava a ser a estadia em Lisboa, se estava tudo a correr bem, a conversa do costume e levou-o para o gabinete do presidente. Dois minutos depois, liga-me para me pedir que vá buscar uma garrafa de água para o senhor. Como nunca temos garrafas de água, trouxe-lhe um copito de água da torneira, que ele muito agradeceu.
Ou seja, tão depressa sou Dra. como ando a trazer copos de água a pedido de alguém que é igual ou inferior a mim mas que se quer passar por executiva de gabarito, para alguém que nos deve uma batelada de dinheiro e não nos paga!
Se há gente que me enerva são os pedantes. Aqueles que se acham melhor do que na verdade são. Pretenciosos, afectados.
Hoje é sexta-feira. No sábado passado, na qualidade de Relações Públicas da empresa onde trabalho, tive que ir receber um dos nossos distribuidores estrangeiros a um hotel de 5 estrelas da capital. Fui apresentada pelo presidente de empresa com um Dra. antes do meu nome, uma coisa que detesto (não sou advogada e muito menos médica!).
Pois hoje, o "ilustre" distribuidor veio a uma reunião aqui na empresa. A recebê-lo, esteve a secretária do presidente, visto que o "chefão" não estava presente na altura.
No seu tailleur de saia/casaco e de écharpe ao pescoço (indumentária pouco habitual, diga-se), perguntou-lhe como estava a ser a estadia em Lisboa, se estava tudo a correr bem, a conversa do costume e levou-o para o gabinete do presidente. Dois minutos depois, liga-me para me pedir que vá buscar uma garrafa de água para o senhor. Como nunca temos garrafas de água, trouxe-lhe um copito de água da torneira, que ele muito agradeceu.
Ou seja, tão depressa sou Dra. como ando a trazer copos de água a pedido de alguém que é igual ou inferior a mim mas que se quer passar por executiva de gabarito, para alguém que nos deve uma batelada de dinheiro e não nos paga!
quinta-feira, 9 de dezembro de 2004
terça-feira, 7 de dezembro de 2004
OPENWATER
Ontem fui ver este filme. Não estava à espera de grande coisa, mas fiquei surpreendida. Pela negativa.
É um filme baseado em factos reais. Pelo que eu percebi, os únicos factos reais são:
- um casal vai de férias;
- vão mergulhar num mergulho organizado;
- esquecem-se deles em alto mar;
- morrem os dois.
A partir daqui, o realizador conseguiu torná-los nas personagens mais estúpidas do mundo do mergulho, de certeza!
Imaginem-se abandonados no meio do oceano. De repente, ao longe, vêem dois barcos, um em cada direcção. O que faziam? Eu tentava nadar para aquele que me parecesse mais próximo. Entretanto esbracejava o mais que conseguisse e desatava aos berros! Não. Os nossos heróis não fizeram nada disso. Limitaram-se a abanar os bracitos. Os barcos desapareceram.
Entretanto, aparecem os tubarões. Ok, não é um cenário muito tranquilizador. Durante a noite o homem morre. Já tinha levado uma dentadita de um tubarão na perna, e pelos vistos deve-se ter esvaído em sangue e morreu. A mulher acorda e, surpresa das surpresas, abandona-o na corrente. Mas entretanto tira-lhe o colete e a garrafa. O senhor desaparece quase instantâneamente puxado pelos tubarões.
Ela, que tinha tirado o cinto de chumbos porque estava enjoada com o sobe e desce das ondas, resolve tomar a atitude mais sensata e.... aperta o nariz com os dedos, tipo criancinha a preparar-se para mergulhar de pés numa piscina e imerge.
É assim, se quando eu morrer a minha morte fôr em circunstâncias bizarras e não houver ninguém que possa relatar com exactidão o que se passou, não autorizo que nenhum realizador me faça de parva num filme, ouviram? NÃO AUTORIZO!!!!
É que, e desculpem-me a falta de modéstia, quem já mergulhou (como eu) sabe perfeitamente que metidos num fato de neoprene, sem colete, garrafa e principalmente cinto de chumbos preso à cintura, NINGUÉM VAI AO FUNDO!!!!
http://www.openwatermovie.com/
Ontem fui ver este filme. Não estava à espera de grande coisa, mas fiquei surpreendida. Pela negativa.
É um filme baseado em factos reais. Pelo que eu percebi, os únicos factos reais são:
- um casal vai de férias;
- vão mergulhar num mergulho organizado;
- esquecem-se deles em alto mar;
- morrem os dois.
A partir daqui, o realizador conseguiu torná-los nas personagens mais estúpidas do mundo do mergulho, de certeza!
Imaginem-se abandonados no meio do oceano. De repente, ao longe, vêem dois barcos, um em cada direcção. O que faziam? Eu tentava nadar para aquele que me parecesse mais próximo. Entretanto esbracejava o mais que conseguisse e desatava aos berros! Não. Os nossos heróis não fizeram nada disso. Limitaram-se a abanar os bracitos. Os barcos desapareceram.
Entretanto, aparecem os tubarões. Ok, não é um cenário muito tranquilizador. Durante a noite o homem morre. Já tinha levado uma dentadita de um tubarão na perna, e pelos vistos deve-se ter esvaído em sangue e morreu. A mulher acorda e, surpresa das surpresas, abandona-o na corrente. Mas entretanto tira-lhe o colete e a garrafa. O senhor desaparece quase instantâneamente puxado pelos tubarões.
Ela, que tinha tirado o cinto de chumbos porque estava enjoada com o sobe e desce das ondas, resolve tomar a atitude mais sensata e.... aperta o nariz com os dedos, tipo criancinha a preparar-se para mergulhar de pés numa piscina e imerge.
É assim, se quando eu morrer a minha morte fôr em circunstâncias bizarras e não houver ninguém que possa relatar com exactidão o que se passou, não autorizo que nenhum realizador me faça de parva num filme, ouviram? NÃO AUTORIZO!!!!
É que, e desculpem-me a falta de modéstia, quem já mergulhou (como eu) sabe perfeitamente que metidos num fato de neoprene, sem colete, garrafa e principalmente cinto de chumbos preso à cintura, NINGUÉM VAI AO FUNDO!!!!
http://www.openwatermovie.com/
segunda-feira, 6 de dezembro de 2004
Hoje deu-me para isto...
Fico assim sem você
Avião sem asa, fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola,
Piu-Piu sem Frajola
Sou eu assim sem você
Por que é que tem que ser assim
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
vão poder falar por mim
Amor sem beijinho
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço,
Namoro sem abraço
Sou eu assim sem você
Tô louco pra te ver chegar
Tô louco pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas
Pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por quê? Por quê?
Neném sem chupeta
Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada
Queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você
Por que é que tem que ser assim
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
vão poder falar por mim
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por quê?
Adriana Partimpim – 2004
Fico assim sem você
Avião sem asa, fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola,
Piu-Piu sem Frajola
Sou eu assim sem você
Por que é que tem que ser assim
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
vão poder falar por mim
Amor sem beijinho
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço,
Namoro sem abraço
Sou eu assim sem você
Tô louco pra te ver chegar
Tô louco pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas
Pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por quê? Por quê?
Neném sem chupeta
Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada
Queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você
Por que é que tem que ser assim
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
vão poder falar por mim
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por quê?
Adriana Partimpim – 2004
sexta-feira, 3 de dezembro de 2004
Bom fim-de-semana
Pinto da Costa acusado de crimes de tráfico de influências, corrupção desportiva e falsificação de documentos.
O Presidente da República (PR) "esqueceu-se" de avisar o Presidente da Assembleia (PA) de que ia dissolver o Parlamento. O PA não se importou porque é "velho amigo" do PR.
A Barbie já tem telemóvel e responde por sms às mensagens das meninas que receberem esta prenda no Natal.
E com estas informações tão pertinentes (especialmente a última, para a qual não encontrei nenhum link que mostrasse a nova Barbie SMS) me despeço. Até segunda.
Pinto da Costa acusado de crimes de tráfico de influências, corrupção desportiva e falsificação de documentos.
O Presidente da República (PR) "esqueceu-se" de avisar o Presidente da Assembleia (PA) de que ia dissolver o Parlamento. O PA não se importou porque é "velho amigo" do PR.
A Barbie já tem telemóvel e responde por sms às mensagens das meninas que receberem esta prenda no Natal.
E com estas informações tão pertinentes (especialmente a última, para a qual não encontrei nenhum link que mostrasse a nova Barbie SMS) me despeço. Até segunda.
segunda-feira, 29 de novembro de 2004
sexta-feira, 26 de novembro de 2004
Parece um filme cómico
Faz amanhã 15 dias que a casa do Algarve foi assaltada. Levaram jóias, um relógio de ouro, umas garrafinhas de Barca Velha, umas caixas de charutos cubanos, um pólo da Lacoste, enfim, tudo do melhor...
Foi lá a polícia, encontraram imensas impressões digitais e um boné, com alguns cabelitos lá agarrados e afirmaram saber, quase de certeza, quem nos tinha assaltado a casa. Se estivéssemos n'América, estes "achados" eram meio caminho andado para encontrar os assaltantes. Mas não. Não estamos n'América, estamos em Portugal.
Na América faziam logo umas detençõezitas, analisavam as impressões digitais e comparavam com os registos da polícia, dos cabelos dava para fazer um teste de ADN, compará-lo com a base de dados existente e a coisa se calhar compunha-se.
Em Portugal, não detiveram ninguém, compararam as impressões digitais mas não coincidia com nenhuma presente nas bases de dados da polícia e os cabelos não servem para nada.
Passo a explicar. A polícia, de cada vez que detém alguém, retira amostras (cabelos, unhas, pele, etc.) dos detidos e introduz o resultado de ADN na sua base de dados. Mas o problema é que a base de dados é mais ou menos ilegal. Não há lei nenhuma que permita (ou proíba) a polícia de retirar estes dados a todos aqueles que leva para a esquadra. Para completar mais a baralhação total, só quando um detido é acusado de um determinado crime (para o qual foi necessário reunir uma série de provas) e depois da ordem dada pelo juíz, é que se pode fazer a tal análise de ADN.
Ou seja, a polícia tem bases de dados enormes, mas só as pode utilizar quando alguém já está em julgamento. Não pode fazer o processo inverso, que seria pegar no resultado do ADN encontrado nos cabelos presentes no boné e compará-los com a base de dados existente, para descobrir quem o usava na altura em que o deixou cair no meio da despensa de minha casa!
Admito que um boné possa ser usado por várias pessoas, não necessariamente aqueles que me assaltaram a casa, mas já era um príncipio de busca!
Assim, a polícia aconselhou a minha mãe a ir visitar as joalharias todas que pudesse na zona de Lagoa e Portimão para ver se via as suas jóias à venda em algum lado para depois fazer queixa à polícia.
E pronto. É assim que se resolvem as coisas...
Faz amanhã 15 dias que a casa do Algarve foi assaltada. Levaram jóias, um relógio de ouro, umas garrafinhas de Barca Velha, umas caixas de charutos cubanos, um pólo da Lacoste, enfim, tudo do melhor...
Foi lá a polícia, encontraram imensas impressões digitais e um boné, com alguns cabelitos lá agarrados e afirmaram saber, quase de certeza, quem nos tinha assaltado a casa. Se estivéssemos n'América, estes "achados" eram meio caminho andado para encontrar os assaltantes. Mas não. Não estamos n'América, estamos em Portugal.
Na América faziam logo umas detençõezitas, analisavam as impressões digitais e comparavam com os registos da polícia, dos cabelos dava para fazer um teste de ADN, compará-lo com a base de dados existente e a coisa se calhar compunha-se.
Em Portugal, não detiveram ninguém, compararam as impressões digitais mas não coincidia com nenhuma presente nas bases de dados da polícia e os cabelos não servem para nada.
Passo a explicar. A polícia, de cada vez que detém alguém, retira amostras (cabelos, unhas, pele, etc.) dos detidos e introduz o resultado de ADN na sua base de dados. Mas o problema é que a base de dados é mais ou menos ilegal. Não há lei nenhuma que permita (ou proíba) a polícia de retirar estes dados a todos aqueles que leva para a esquadra. Para completar mais a baralhação total, só quando um detido é acusado de um determinado crime (para o qual foi necessário reunir uma série de provas) e depois da ordem dada pelo juíz, é que se pode fazer a tal análise de ADN.
Ou seja, a polícia tem bases de dados enormes, mas só as pode utilizar quando alguém já está em julgamento. Não pode fazer o processo inverso, que seria pegar no resultado do ADN encontrado nos cabelos presentes no boné e compará-los com a base de dados existente, para descobrir quem o usava na altura em que o deixou cair no meio da despensa de minha casa!
Admito que um boné possa ser usado por várias pessoas, não necessariamente aqueles que me assaltaram a casa, mas já era um príncipio de busca!
Assim, a polícia aconselhou a minha mãe a ir visitar as joalharias todas que pudesse na zona de Lagoa e Portimão para ver se via as suas jóias à venda em algum lado para depois fazer queixa à polícia.
E pronto. É assim que se resolvem as coisas...
Só ontem ouvi esta música com atenção
You've got to give a little, take a little,
and let your poor heart break a little.
That's the story of, that's the glory of love.
You've got to laugh a little, cry a little,
until the clouds roll by a little.
That's the story of, that's the glory of love.
As long as there's the two of us,
we've got the world and all it's charms.
And when the world is through with us,
we've got each other's arms.
You've got to win a little, lose a little,
yes, and always have the blues a little.
That's the story of, that's the glory of love.
That's the story of, that's the glory of love.
You've got to give a little, take a little,
and let your poor heart break a little.
That's the story of, that's the glory of love.
You've got to laugh a little, cry a little,
until the clouds roll by a little.
That's the story of, that's the glory of love.
As long as there's the two of us,
we've got the world and all it's charms.
And when the world is through with us,
we've got each other's arms.
You've got to win a little, lose a little,
yes, and always have the blues a little.
That's the story of, that's the glory of love.
That's the story of, that's the glory of love.
quinta-feira, 25 de novembro de 2004
E os desenhos do Vasco Granja?
A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida.
E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta.
O grande choque, numa conversa com alguém mais novo que eu, foi quando lhe falei no Tom Sawyer.
"Quem? " , perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer!
Meu Deus... Como é que ele consegue viver com ele mesmo?
A própria música: " Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além... " era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim.
Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora.
O D'Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche; Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs; Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares; O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; A Super-Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas, lembram-se?); O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual ...
E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul.
Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira.
Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada.
A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida.
E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta.
O grande choque, numa conversa com alguém mais novo que eu, foi quando lhe falei no Tom Sawyer.
"Quem? " , perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer!
Meu Deus... Como é que ele consegue viver com ele mesmo?
A própria música: " Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além... " era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim.
Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora.
O D'Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche; Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs; Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares; O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; A Super-Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas, lembram-se?); O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual ...
E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul.
Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira.
Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada.
sexta-feira, 19 de novembro de 2004
quinta-feira, 18 de novembro de 2004
O Terceiro Sexo
Imaginem um católico-apostólico-romano e um transsexual a discutir operações de mudança de sexo. Acrescentem um apresentador/moderador medíocre e ficam com uma vaga ideia do programa que vi ontem na SIC, por volta da 1h da manhã.
- O 1º não consegue chamar o 2º pelo sei nome feminino e mostra-se completamente contra a sua opção de vida, afirmando que o que ele/ela fez foi simplesmente uma "mutilação";
- O 2º afirma-se não um transsexual mas sim um hermafrodita e refugia-se no (estúpido) argumento que "pior que um transsexual é um heterossexual que faz sabe-se lá o quê na rua e quando chega a casa beija os filhos";
- O 3º não consegue conduzir a conversa e tenta convencer o 1º que o 2º é uma mulher perfeita: "Até há fotografias que o comprovam!"
O católico-apostólico-romano era o Gonçalo da Câmara Pereira, o transsexual era a (ou o, não sei bem como chamar) Roberta Close e o apresentador/moderador medíocre era o José Figueiras.
Resumindo, um programa muito educativo. Deve ser por isso que dá à 1h da manhã. A malta já está a dormir a essa hora! (ou pelo menos devia...)
Imaginem um católico-apostólico-romano e um transsexual a discutir operações de mudança de sexo. Acrescentem um apresentador/moderador medíocre e ficam com uma vaga ideia do programa que vi ontem na SIC, por volta da 1h da manhã.
- O 1º não consegue chamar o 2º pelo sei nome feminino e mostra-se completamente contra a sua opção de vida, afirmando que o que ele/ela fez foi simplesmente uma "mutilação";
- O 2º afirma-se não um transsexual mas sim um hermafrodita e refugia-se no (estúpido) argumento que "pior que um transsexual é um heterossexual que faz sabe-se lá o quê na rua e quando chega a casa beija os filhos";
- O 3º não consegue conduzir a conversa e tenta convencer o 1º que o 2º é uma mulher perfeita: "Até há fotografias que o comprovam!"
O católico-apostólico-romano era o Gonçalo da Câmara Pereira, o transsexual era a (ou o, não sei bem como chamar) Roberta Close e o apresentador/moderador medíocre era o José Figueiras.
Resumindo, um programa muito educativo. Deve ser por isso que dá à 1h da manhã. A malta já está a dormir a essa hora! (ou pelo menos devia...)
quarta-feira, 17 de novembro de 2004
quinta-feira, 11 de novembro de 2004
António Lobo Antunes
Entrevista dada ao DN
"DN- Há uma personagem no livro, que, à quarta-feira, ao longo de décadas, vai, secretamente, a uma pensão da Graça, ama e ali morre...
- Foi daí que o livro veio. Só mudei o sítio. Sempre me espantou essa extraordinária forma de amor. A sexualidade, sempre tão importante para mim - e continua a ser -, cada vez me parece mais vazia de sentido quando não há outro modo de diálogo e de encontro, embora seja muito difícil resistir ao desejo imediato.
DN- Amor é algo mais?
- A noção de amor varia de pessoa para pessoa. Muitas vezes estamos apaixonados ou estaremos agradecidos por gostarem de nós?"
Entrevista dada ao DN
"DN- Há uma personagem no livro, que, à quarta-feira, ao longo de décadas, vai, secretamente, a uma pensão da Graça, ama e ali morre...
- Foi daí que o livro veio. Só mudei o sítio. Sempre me espantou essa extraordinária forma de amor. A sexualidade, sempre tão importante para mim - e continua a ser -, cada vez me parece mais vazia de sentido quando não há outro modo de diálogo e de encontro, embora seja muito difícil resistir ao desejo imediato.
DN- Amor é algo mais?
- A noção de amor varia de pessoa para pessoa. Muitas vezes estamos apaixonados ou estaremos agradecidos por gostarem de nós?"
Hoje é Dia de S. Martinho
Para quem ainda não conheça, aqui fica a justificação para o calor que (só para chatear, hoje não) se sente.
O soldado Martinho e o seu manto
De acordo com a lenda num certo dia frio e chuvoso de Outono, em Amiens, França, o soldado Martinho percorria a cavalo um determinado caminho. Numa das voltas do trajecto dá com um mendigo a pedir. Apiedando-se do homem, Martinho não tendo mais nada que oferecer pega na sua espada e corta em dois o seu manto, estendendo uma das metades ao pobre, para que se protegesse do frio. Quase de imediato, cessou a chuva, começando a brilhar o Sol e ficando um inexplicável clima de Verão. Este acto de solidariedade, bem como a morte de Martinho ocorreram no mês das brumas (Novembro), período anual do vinho novo e das castanhas, ao qual ficou para sempre associado.
Resta dizer que hoje é também o dia da minha família, não fossemos nós Martinho!
Para quem ainda não conheça, aqui fica a justificação para o calor que (só para chatear, hoje não) se sente.
O soldado Martinho e o seu manto
De acordo com a lenda num certo dia frio e chuvoso de Outono, em Amiens, França, o soldado Martinho percorria a cavalo um determinado caminho. Numa das voltas do trajecto dá com um mendigo a pedir. Apiedando-se do homem, Martinho não tendo mais nada que oferecer pega na sua espada e corta em dois o seu manto, estendendo uma das metades ao pobre, para que se protegesse do frio. Quase de imediato, cessou a chuva, começando a brilhar o Sol e ficando um inexplicável clima de Verão. Este acto de solidariedade, bem como a morte de Martinho ocorreram no mês das brumas (Novembro), período anual do vinho novo e das castanhas, ao qual ficou para sempre associado.
Resta dizer que hoje é também o dia da minha família, não fossemos nós Martinho!
quarta-feira, 10 de novembro de 2004
Nem melhor nem pior... É diferente!
Há dias estava à conversa com os meus colegas de alojamento sobre ritmos de trabalho. Logo a minha vizinha chinesa reclamou... Queixava-se que os ingleses não trabalhavam!
Logo lhe perguntei o que é que ela considerava trabalhar a sério! Pedi para exemplificar através da descrição da jornada média de trabalho dela no Laboratório em Pequim!
A moça, a tirar o doutoramento em Física Biológica, passou a explicar...
Acorda às 7h da manhã...
Arranja-se e vai para o autocarro...
Às 8h entra no laboratório...
Ao meio-dia tem meia hora de almoço...
Sai às 7h para jantar...
Regressa às 8 ou 8 e meia ao Laboratório...
Trabalha até à meia noite (se não houver nada extra para fazer)!
Vai para casa fazer ó-ó!
Se o ritmo fosse semelhante no funcionalismo público português tenho a certeza que éramos tipo Suécia!!! Era diferente...
Há dias estava à conversa com os meus colegas de alojamento sobre ritmos de trabalho. Logo a minha vizinha chinesa reclamou... Queixava-se que os ingleses não trabalhavam!
Logo lhe perguntei o que é que ela considerava trabalhar a sério! Pedi para exemplificar através da descrição da jornada média de trabalho dela no Laboratório em Pequim!
A moça, a tirar o doutoramento em Física Biológica, passou a explicar...
Acorda às 7h da manhã...
Arranja-se e vai para o autocarro...
Às 8h entra no laboratório...
Ao meio-dia tem meia hora de almoço...
Sai às 7h para jantar...
Regressa às 8 ou 8 e meia ao Laboratório...
Trabalha até à meia noite (se não houver nada extra para fazer)!
Vai para casa fazer ó-ó!
Se o ritmo fosse semelhante no funcionalismo público português tenho a certeza que éramos tipo Suécia!!! Era diferente...
domingo, 7 de novembro de 2004
sábado, 6 de novembro de 2004
Trovoada
19:10h - "Lindo! Está uma trovoada enorme sobre o mar!"
04:36h - "Estou no carro, na Praia da Marinha, a ouvir o mar, a ver os relâmpagos e com saudades tuas."
Passadas nove horas a trovoada mantém-se. Não chove e os relâmpagos continuam sobre o mar. A Terra estremece sob os nossos pés.
Nestas nove horas jantei, bebi, ri e dancei, contei histórias e mandei-te sei lá quantas mensagens. Não consigo deixar de pensar em ti. Estive mais de uma hora no carro a ver os relâmpagos a rasgar o céu em direcção ao mar. Sei que estás a dormir e espero que sonhes comigo.
No cimo da falésia, sem nada que me distraia, percebo a diferença entre o génio e o comum dos mortais. Estavam reunidas todas as condições para o mais belo dos poemas, a mais bela canção ou o mais impressionante dos quadros.
Consigo imaginá-los a todos mas não consigo pô-los no papel. Tu estás sempre presente. És a constante da minha vida e sei que fazes parte das coisas que quero manter.
Menos de uma hora depois e mais de 5 ou 6 cartas estou em casa, a tentar passar para o papel tudo aquilo que te queria dizer, consciente que não o consigo fazer tão bem como imaginava.
Os génios arriscam. Eu não.
19:10h - "Lindo! Está uma trovoada enorme sobre o mar!"
04:36h - "Estou no carro, na Praia da Marinha, a ouvir o mar, a ver os relâmpagos e com saudades tuas."
Passadas nove horas a trovoada mantém-se. Não chove e os relâmpagos continuam sobre o mar. A Terra estremece sob os nossos pés.
Nestas nove horas jantei, bebi, ri e dancei, contei histórias e mandei-te sei lá quantas mensagens. Não consigo deixar de pensar em ti. Estive mais de uma hora no carro a ver os relâmpagos a rasgar o céu em direcção ao mar. Sei que estás a dormir e espero que sonhes comigo.
No cimo da falésia, sem nada que me distraia, percebo a diferença entre o génio e o comum dos mortais. Estavam reunidas todas as condições para o mais belo dos poemas, a mais bela canção ou o mais impressionante dos quadros.
Consigo imaginá-los a todos mas não consigo pô-los no papel. Tu estás sempre presente. És a constante da minha vida e sei que fazes parte das coisas que quero manter.
Menos de uma hora depois e mais de 5 ou 6 cartas estou em casa, a tentar passar para o papel tudo aquilo que te queria dizer, consciente que não o consigo fazer tão bem como imaginava.
Os génios arriscam. Eu não.
quarta-feira, 27 de outubro de 2004
O-Zone, Dragosteia
Não sei se prefiro o original:
"x4
Ma-ia-hii
Ma-ia-huu
Ma-ia-hoo
Ma-ia-haa
Alo, Salut, sunt eu, un haiduc,
Si te rog, iubirea mea, primeste fericirea.
Alo, alo, sunt eu Picasso,
Ti-am dat beep, si sunt voinic,
Dar sa stii nu-ti cer nimic.
Vrei sa pleci dar nu ma, nu ma iei,
Nu ma, nu ma iei, nu ma, nu ma, nu ma iei.
Chipul tau si dragostea din tei,
Mi-amintesc de ochii tai.
Vrei sa pleci dar nu ma, nu ma iei,
Nu ma, nu ma iei, nu ma, nu ma, nu ma iei.
Chipul tau si dragostea din tei,
Mi-amintesc de ochii tai.
Te sun, sa-ti spun, ce simt acum,
Alo, iubirea mea, sunt eu, fericirea.
Alo, alo, sunt iarasi eu, Picasso,
Ti-am dat beep, si sunt voinic,
Dar sa stii nu-ti cer nimic.
Vrei sa pleci dar nu ma, nu ma iei,
Nu ma, nu ma iei, nu ma, nu ma, nu ma iei.
Chipul tau si dragostea din tei,
Mi-amintesc de ochii tai.
Vrei sa pleci dar nu ma, nu ma iei,
Nu ma, nu ma iei, nu ma, nu ma, nu ma iei.
Chipul tau si dragostea din tei,
Mi-amintesc de ochii tai.
x4
Ma-ia-hii
Ma-ia-huu
Ma-ia-hoo
Ma-ia-haa
Vrei sa pleci dar nu ma, nu ma iei,
Nu ma, nu ma iei, nu ma, nu ma, nu ma iei.
Chipul tau si dragostea din tei,
Mi-amintesc de ochii tai.
Vrei sa pleci dar nu ma, nu ma iei,
Nu ma, nu ma iei, nu ma, nu ma, nu ma iei.
Chipul tau si dragostea din tei,
Mi-amintesc de ochii tai"
Ou em inglês:
"x4
Ma-ia-hii
Ma-ia-huu
Ma-ia-hoo
Ma-ia-haa
Hello, hi, it's me, a knight
and please, my love, receive the happiness
Hello, hello, it's me, Picasso
I made you a ring and I'm pretty
But you must know I'm asking you nothing
You want to go but you don't, you don't take me with you
You don't, you don't take me with you, you don't, you don't, you
don't take me with you
You're face and the love under the lime-tree
remember me your eyes
You want to go but you don't, you don't take me with you
You don't, you don't take me with you, you don't, you don't, you
don't take me with you
You're face and the love under the lime-tree
remember me your eyes
I call, to tell you, to tell you what I feel, now
Hello, my love, it's me, the happiness
Hello, hello, it's me again, Picasso,
I made you a ring and I'm pretty
But you must know I'm asking you nothing
You want to go but you don't, you don't take me with you
You don't, you don't take me with you, you don't, you don't, you
don't take me with you
You're face and the love under the lime-tree
remember me your eyes
You want to go but you don't, you don't take me with you
You don't, you don't take me with you, you don't, you don't, you
don't take me with you
You're face and the love under the lime-tree
remember me your eyes
x4
Ma-ia-hii
Ma-ia-huu
Ma-ia-hoo
M a-ia-haa
You want to go but you don't, you don't take me with you
You don't, you don't take me with you, you don't, you don't, you
don't take me with you
You're face and the love under the lime-tree
remember me your eyes
You want to go but you don't, you don't take me with you
You don't, you don't take me with you, you don't, you don't, you
don't take me with you
You're face and the love under the lime-tree
remember me your eyes"
É este o problema das músicas boas...
Não sei se prefiro o original:
"x4
Ma-ia-hii
Ma-ia-huu
Ma-ia-hoo
Ma-ia-haa
Alo, Salut, sunt eu, un haiduc,
Si te rog, iubirea mea, primeste fericirea.
Alo, alo, sunt eu Picasso,
Ti-am dat beep, si sunt voinic,
Dar sa stii nu-ti cer nimic.
Vrei sa pleci dar nu ma, nu ma iei,
Nu ma, nu ma iei, nu ma, nu ma, nu ma iei.
Chipul tau si dragostea din tei,
Mi-amintesc de ochii tai.
Vrei sa pleci dar nu ma, nu ma iei,
Nu ma, nu ma iei, nu ma, nu ma, nu ma iei.
Chipul tau si dragostea din tei,
Mi-amintesc de ochii tai.
Te sun, sa-ti spun, ce simt acum,
Alo, iubirea mea, sunt eu, fericirea.
Alo, alo, sunt iarasi eu, Picasso,
Ti-am dat beep, si sunt voinic,
Dar sa stii nu-ti cer nimic.
Vrei sa pleci dar nu ma, nu ma iei,
Nu ma, nu ma iei, nu ma, nu ma, nu ma iei.
Chipul tau si dragostea din tei,
Mi-amintesc de ochii tai.
Vrei sa pleci dar nu ma, nu ma iei,
Nu ma, nu ma iei, nu ma, nu ma, nu ma iei.
Chipul tau si dragostea din tei,
Mi-amintesc de ochii tai.
x4
Ma-ia-hii
Ma-ia-huu
Ma-ia-hoo
Ma-ia-haa
Vrei sa pleci dar nu ma, nu ma iei,
Nu ma, nu ma iei, nu ma, nu ma, nu ma iei.
Chipul tau si dragostea din tei,
Mi-amintesc de ochii tai.
Vrei sa pleci dar nu ma, nu ma iei,
Nu ma, nu ma iei, nu ma, nu ma, nu ma iei.
Chipul tau si dragostea din tei,
Mi-amintesc de ochii tai"
Ou em inglês:
"x4
Ma-ia-hii
Ma-ia-huu
Ma-ia-hoo
Ma-ia-haa
Hello, hi, it's me, a knight
and please, my love, receive the happiness
Hello, hello, it's me, Picasso
I made you a ring and I'm pretty
But you must know I'm asking you nothing
You want to go but you don't, you don't take me with you
You don't, you don't take me with you, you don't, you don't, you
don't take me with you
You're face and the love under the lime-tree
remember me your eyes
You want to go but you don't, you don't take me with you
You don't, you don't take me with you, you don't, you don't, you
don't take me with you
You're face and the love under the lime-tree
remember me your eyes
I call, to tell you, to tell you what I feel, now
Hello, my love, it's me, the happiness
Hello, hello, it's me again, Picasso,
I made you a ring and I'm pretty
But you must know I'm asking you nothing
You want to go but you don't, you don't take me with you
You don't, you don't take me with you, you don't, you don't, you
don't take me with you
You're face and the love under the lime-tree
remember me your eyes
You want to go but you don't, you don't take me with you
You don't, you don't take me with you, you don't, you don't, you
don't take me with you
You're face and the love under the lime-tree
remember me your eyes
x4
Ma-ia-hii
Ma-ia-huu
Ma-ia-hoo
M a-ia-haa
You want to go but you don't, you don't take me with you
You don't, you don't take me with you, you don't, you don't, you
don't take me with you
You're face and the love under the lime-tree
remember me your eyes
You want to go but you don't, you don't take me with you
You don't, you don't take me with you, you don't, you don't, you
don't take me with you
You're face and the love under the lime-tree
remember me your eyes"
É este o problema das músicas boas...
quinta-feira, 14 de outubro de 2004
Já Sei Onde Vou Passar as Minhas Proximas Ferias
http://www.cdo.ph/
Cagayan de Oro , nas Filipinas!
– The City of Golden Friendship
Eu chamava-lhe outra coisa…
http://www.cdo.ph/
Cagayan de Oro , nas Filipinas!
– The City of Golden Friendship
Eu chamava-lhe outra coisa…
segunda-feira, 11 de outubro de 2004
Depois da Bonança vem a Tempestade
Traduzindo: Depois do feriado de 5 de Outubro, dia de praia fantástico com sol e calor, sem trânsito (bonança), veio o resto da semana de trabalho (tempestade). Tudo seria normal se não se tivesse dado o caso de na manhã de quarta-feira, acabadinha de estacionar à porta do trabalho, ter partido um dedo da maneira mais estúpida que me consigo lembrar; na porta do carro!
É verdade. Fechei a porta do carro (bastante ensonada, diga-se em abono da verdade) e esqueci-me do indicador direito lá dentro. Automaticamente tive a sensação que o meu dedo não era feito de osso mas sim de um material esponjoso e mole, que se podia adaptar a qualquer forma ou molde. Em câmara lenta (que é como eu recordo toda a situação), lembro-me de ter aberto a porta, olhado para o dedo e ter visto um rio azul de sangue (eu sempre soube que havia algo de real em mim) a encher a minha unha. Giro, não fosse o caso de me estar a doer horrores!
Hospital de Santa Maria, triagem, RX, ortopedia, Clínica de Santa Maria de Belém, consulta do seguro de trabalho (sim, desde que o acidente seja no trajecto casa-trabalho ou vice-versa é acidente de trabalho), 15 dias de baixa, braço ao peito, repouso total, Adalgur 2 vezes ao dia e Voltaren Creme, etc.
Com isto tudo, não consigo fazer nada! Vim para o Algarve, para casa da mamã.
Beijinhos e até ao meu regresso.
P.S. - Obrigada Isabel pela prontidão e Hugo pela paciência e companhia!
Traduzindo: Depois do feriado de 5 de Outubro, dia de praia fantástico com sol e calor, sem trânsito (bonança), veio o resto da semana de trabalho (tempestade). Tudo seria normal se não se tivesse dado o caso de na manhã de quarta-feira, acabadinha de estacionar à porta do trabalho, ter partido um dedo da maneira mais estúpida que me consigo lembrar; na porta do carro!
É verdade. Fechei a porta do carro (bastante ensonada, diga-se em abono da verdade) e esqueci-me do indicador direito lá dentro. Automaticamente tive a sensação que o meu dedo não era feito de osso mas sim de um material esponjoso e mole, que se podia adaptar a qualquer forma ou molde. Em câmara lenta (que é como eu recordo toda a situação), lembro-me de ter aberto a porta, olhado para o dedo e ter visto um rio azul de sangue (eu sempre soube que havia algo de real em mim) a encher a minha unha. Giro, não fosse o caso de me estar a doer horrores!
Hospital de Santa Maria, triagem, RX, ortopedia, Clínica de Santa Maria de Belém, consulta do seguro de trabalho (sim, desde que o acidente seja no trajecto casa-trabalho ou vice-versa é acidente de trabalho), 15 dias de baixa, braço ao peito, repouso total, Adalgur 2 vezes ao dia e Voltaren Creme, etc.
Com isto tudo, não consigo fazer nada! Vim para o Algarve, para casa da mamã.
Beijinhos e até ao meu regresso.
P.S. - Obrigada Isabel pela prontidão e Hugo pela paciência e companhia!
segunda-feira, 4 de outubro de 2004
Emoções...
Que me desculpem os (poucos) leitores deste blog pela minha explosão emocional de há bocado, mas teve que ser. Descobri agora que não é só ao Hugo que por vezes lhe dá para a lamechice, a mim também....
Esta é uma situação nova para mim e tive que desabafar. A partir de hoje os meus textos vão servir mais como um diário para o Corcunda que outra coisa. Pretendo deixar aqui respostas às perguntas dele e dar-lhe uma ideia do que aqui se passa.
Assim sendo,
Morcego (não me dá jeito nenhum tratar-te por Corcunda!), o meu computador suporta wireless. O que me disseram é que basta comprar um cartão que se mete naquela portinha lateral esquerda, ao lado das disquetes e que funciona lindamente. É melhor pedires a alguém que tenha um para te emprestar e experimentares no computador a ver se dá antes de comprares um novo. Acho que não é muito caro, pelo menos aqui.
Hoje o dia foi muito grande e começou mal. Mas já estou melhor. Já encontrei umas viagens baratitas, (o que me animou) só que é só para Novembro (não se pode ter tudo...).
Espero que esteja tudo a melhorar por aí. Diverte-te hoje à noite. Acho que vou sair com o meu irmão, a Djáli e o Hugo. Tenho que me animar...
Muitos beijos.
(será que as saudades diminuem com o tempo? não me parece....)
Que me desculpem os (poucos) leitores deste blog pela minha explosão emocional de há bocado, mas teve que ser. Descobri agora que não é só ao Hugo que por vezes lhe dá para a lamechice, a mim também....
Esta é uma situação nova para mim e tive que desabafar. A partir de hoje os meus textos vão servir mais como um diário para o Corcunda que outra coisa. Pretendo deixar aqui respostas às perguntas dele e dar-lhe uma ideia do que aqui se passa.
Assim sendo,
Morcego (não me dá jeito nenhum tratar-te por Corcunda!), o meu computador suporta wireless. O que me disseram é que basta comprar um cartão que se mete naquela portinha lateral esquerda, ao lado das disquetes e que funciona lindamente. É melhor pedires a alguém que tenha um para te emprestar e experimentares no computador a ver se dá antes de comprares um novo. Acho que não é muito caro, pelo menos aqui.
Hoje o dia foi muito grande e começou mal. Mas já estou melhor. Já encontrei umas viagens baratitas, (o que me animou) só que é só para Novembro (não se pode ter tudo...).
Espero que esteja tudo a melhorar por aí. Diverte-te hoje à noite. Acho que vou sair com o meu irmão, a Djáli e o Hugo. Tenho que me animar...
Muitos beijos.
(será que as saudades diminuem com o tempo? não me parece....)
1º Fim-de-Semana
Pronto. Já te foste embora.
Durante vários meses andei a convencer-te que era a melhor opção, que ias adorar, que só te ia fazer bem, que eu ia ficar bem, que nos falávamos todos os dias, que eu ia lá e que tu vinhas cá.
Ao fim deste tempo todo... quebrei. Quebrei na véspera da tua partida. Os papéis inverteram-se. Eras tu a consolar-me usando todos aqueles argumentos que eu tinha usado contigo.
No aeroporto não foi muito mau. A tua mãe era a que estava pior. Eu mantive-me bem disposta e sorridente, mais para não te preocupar que por qualquer outra razão. Mas não consegui conter uma lágrimazita que teimou em aparecer. Mas acho que já não viste, já estavas longe.
E fui-me embora. "Já está. Agora paciência. Não há mais nada a fazer. É começar a procurar vôos baratos, aproveitar fins-de-semana e feriados... Boa! É isso mesmo! É preciso é não desanimar! Afinal, nem chega a 3 meses... Que estupidez, passa num instante!", obriguei-me a pensar.
Fui almoçar com a Djáli à beira-rio na esperança que o sol e o calor me animassem. Correu bem.
É verdade! Quando chegares não te assustes. Temos mais 2 mesas, cortinas e 1 quadro.
Em casa foi pior. Tu já tinhas chegado mas estava tudo a correr mal. Ninguém estava à tua espera, não tinhas quarto nem cantina onde comer, estava tudo deserto.
Ontem estive sozinha em casa. Não fiz nada de especial, limitei-me a pensar em ti, sentir saudades e dormir. Também falámos, mas não é a mesma coisa que ter-te aqui ao lado. Tentei mentalizar-me que estavas no Algarve ou que tinhas ido ao futebol e que, passado algum tempo, ias meter a chave à porta. É engraçado como lidamos com as coisas.
Sonhei que tinha encontrado uma carteira cheia de notas de 100€ e 200€ e que tinha tirado as de 100 todas para ir aí ter contigo. Contei-te, não contei?
Hoje acordei tarde e cheguei tarde ao trabalho. O messenger está ligado à tua espera.
Isto aqui está do pior. Não tenho paciência para aturar as pessoas! Quero-me ir embora. Apetecia-me hibernar durante toda a tua estadia e acordava apenas nos dias em que estou a pensar ir aí e quando tu voltares. Paciência...
Como amanhã é feriado, a função pública está de ponte. Fui à Loja do Cidadão para pagar a água, mas estava fechada. Ainda ma cortam...
Já procurei viagens baratas, mas parece que está tudo contra nós! Os preços subiram todos! Acho que se calhar só vou aí em Novembro.
Beijos
Pronto. Já te foste embora.
Durante vários meses andei a convencer-te que era a melhor opção, que ias adorar, que só te ia fazer bem, que eu ia ficar bem, que nos falávamos todos os dias, que eu ia lá e que tu vinhas cá.
Ao fim deste tempo todo... quebrei. Quebrei na véspera da tua partida. Os papéis inverteram-se. Eras tu a consolar-me usando todos aqueles argumentos que eu tinha usado contigo.
No aeroporto não foi muito mau. A tua mãe era a que estava pior. Eu mantive-me bem disposta e sorridente, mais para não te preocupar que por qualquer outra razão. Mas não consegui conter uma lágrimazita que teimou em aparecer. Mas acho que já não viste, já estavas longe.
E fui-me embora. "Já está. Agora paciência. Não há mais nada a fazer. É começar a procurar vôos baratos, aproveitar fins-de-semana e feriados... Boa! É isso mesmo! É preciso é não desanimar! Afinal, nem chega a 3 meses... Que estupidez, passa num instante!", obriguei-me a pensar.
Fui almoçar com a Djáli à beira-rio na esperança que o sol e o calor me animassem. Correu bem.
É verdade! Quando chegares não te assustes. Temos mais 2 mesas, cortinas e 1 quadro.
Em casa foi pior. Tu já tinhas chegado mas estava tudo a correr mal. Ninguém estava à tua espera, não tinhas quarto nem cantina onde comer, estava tudo deserto.
Ontem estive sozinha em casa. Não fiz nada de especial, limitei-me a pensar em ti, sentir saudades e dormir. Também falámos, mas não é a mesma coisa que ter-te aqui ao lado. Tentei mentalizar-me que estavas no Algarve ou que tinhas ido ao futebol e que, passado algum tempo, ias meter a chave à porta. É engraçado como lidamos com as coisas.
Sonhei que tinha encontrado uma carteira cheia de notas de 100€ e 200€ e que tinha tirado as de 100 todas para ir aí ter contigo. Contei-te, não contei?
Hoje acordei tarde e cheguei tarde ao trabalho. O messenger está ligado à tua espera.
Isto aqui está do pior. Não tenho paciência para aturar as pessoas! Quero-me ir embora. Apetecia-me hibernar durante toda a tua estadia e acordava apenas nos dias em que estou a pensar ir aí e quando tu voltares. Paciência...
Como amanhã é feriado, a função pública está de ponte. Fui à Loja do Cidadão para pagar a água, mas estava fechada. Ainda ma cortam...
Já procurei viagens baratas, mas parece que está tudo contra nós! Os preços subiram todos! Acho que se calhar só vou aí em Novembro.
Beijos
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